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Uma semana no Uruguai

Pensa em alguém que faz as viagens igualzinho você: curtindo botecões e barzinhos, um descanso deitado no parque mais próximo e uma boa pechincha! É assim com o Fernando e a Lais e a gente!

Estamos sempre trocando dicas, buscando um lugar diferentão, um trajeto de ônibus que ninguém faz, uma boa cervejaria…

Eles foram passar uma semana no Uruguai e voltaram apaixonados pelo país. Já trocamos as figurinhas, mas achei justo dividir com o mundo essas impressões e o passo a passo.

Esse Uruguai aqui é o da Lais e do Fernando, delicie-se e me diga se você não vai morrer de vontade de conhecer Cabo Polonio!!!!

Uruguai em sete dias – Por Lais Schalch e Fernando Gonçalves

 

Montevideo – 3 dias

Montevideo, a capital deste pequeno país de apenas 3 milhões de habitantes, é charmosa e uma passagem, ainda que breve, é mais do que necessária.

Pegamos um voo direto de São Paulo para lá. O aeroporto  de Carrasco, em Montevideo,  fica cerca de 20 km do bairro de Pocitos, e há três opções para chegar: táxi, van e ônibus de linha. Táxi é a opção mais cara, e como ônibus de linha demanda um certo conhecimento da cidade, optamos pela van. Você compra o ticket no próprio aeroporto, quando chega (50 reais ou 365 pesos por pessoa). A van te deixa na porta de seu destino.

No retorno, estávamos hospedados perto da rodoviária Tres Cruces, então caminhamos até lá e tomamos um ônibus sentido Punta del Este, com parada no aeroporto. O valor foi bem mais barato (342 pesos ou 47 reais para duas pessoas) e com conforto muito semelhante ao da van.

O Pôr-do-Sol no Farol de Punta Carreras

Fomos em fevereiro, alto verão, e tanto quanto aqui no Brasil, lá é quente, muito quente. Nos horários em que o sol está bombando vale a pena fazer programas em ambientes internos, ou então, ir a praia.

Nos hospedamos em Pocitos/Punta Carreras, um bairro super charmoso, arborizado, com uma praça linda (Vila Beatriz), e colado nas famosas Ramblas (os calçadões de Montevidéo). Conseguimos um valor incrível de diária no Pocitos Plaza Hotel (diárias em torno de USD 65) pelo booking.com, com café da manhã e café da tarde incluso, e delicioso. Como a cidade é pequena, e o transporte público dá conta de chegar em todos os pontos turísticos, recomendamos fortemente ficar neste bairro. O centro da cidade não é tão bonito, e aos finais de semana fica totalmente vazio, além de tudo estar fechado.

Outras opções de hotel na região são o Destino 26 Hostel (diárias em torno de USD 40 em quarto duplo), 27 Suites (diárias em torno de USD 60), Hotel Gema Luxury e Armon Suites (diárias em torno de USD 80,00) e o Hyatt Centric e Oliva Luxury (diárias em torno de USD 180).

Chegamos em uma sexta-feira, e feito o check-in fomos explorar o bairro e procurar casas de cambio para trocar o dinheiro. Encontramos uma com um preço mais interessante que no aeroporto (1 real estava valendo 7,20 pesos)  e trocamos um valor suficiente para os três primeiros dias que ficaríamos ali. A outra parte trocamos no centro da cidade, com preço de cambio um pouco mais atrativo (1 real valendo 7,30). Esta questão do dinheiro é fundamental para a viagem. No Uruguai há uma devolução do imposto (IVA) para turistas que pagam com cartão de crédito internacional. Vale a pena, mesmo pagando o IOF. No entanto, MUITA ATENÇÃO, inúmeros estabelecimentos NÃO ACEITAM cartão de crédito. Assim, leve dinheiro em espécie para trocar ou então ative seu cartão de débito para que possa sacar em caixas eletrônicos fora do país.

Outra dica é de comprar um chip de celular local, para que possa utilizar a internet. Com ele você poderá fazer pesquisas rápidas de onde comer, se localizar no mapa, ou ainda utilizar aplicativos de transporte público (Moovit) e de táxi (Easy Taxi). O Moovit é realmente genial, e funciona. Você informa o destino, e o aplicativo te mostra as opções de trajeto que pode fazer, os onibus que pode pegar, e te avisa o ponto que você deve descer. Sério, é incrível!

La Pulperia em Montevideo.

Neste primeiro dia fomos jantar em um restaurante de Parrilla (o típico churrasco do sul), chamado Parrillada La Pulpería (448, Lagunillas, Montevideo). Ele é pequeno, possui poucas mesas na parte externa, e balcões na parte interna. É um ótimo custo-benefício, mas é fundamental chegar cedo, ou então estar preparado para esperar.

Após o jantar fomos até o bairro Palermo conhecer o Candy Bar (Durazno 1402, Montevideo) com um cardápio incrível de drinques. É possível tomar um brunch aos domingos neste bar/restaurante, mas como estávamos em um hotel com café da manhã maravilhoso, preferimos deixar para uma outra vez. Para retornar ao hotel, como já era tarde, e estávamos um pouco distante, optamos por um táxi (175 pesos).

No dia seguinte fomos conhecer o centro histórico da cidade com o Free Walking Tour. Sempre que viajamos buscamos fazer este tour. Ele é gratuito, funciona com “tips” ao final do passeio, e é uma ótima oportunidade de conhecer pontos turísticos de forma mais dinâmica. O roteiro é clássico e dá conta dos principais pontos históricos do centro da cidade (Plaza Independencia, Teatro Solis, Plaza Matriz ou Plaza Constitución, Peatonal Sarandí, Plaza Zabala, Mercado del Puerto). Como o tour acabava no Mercado do Porto, e lá há inúmeros restaurantes, resolvemos almoçar no El Palenque. No entanto, gastamos mais do que no La Pulperia (que virou, naquele momento em diante, nosso restaurante queridinho) e a tira de asado que pedimos estava cheia de gordura. Não comeríamos lá em uma segunda visita a cidade.

As Ramblas de Montevideo

Depois deste almoço furado, caminhamos até o endereço do “Café Brasilero” (Ituzaingó 1447, Montevideo), famoso por receber quase que diariamente o grande escritor uruguaio Eduardo Galleano. Ele fica aberto até as 18 hrs no sábado, e tivemos a sorte de chegar às 17:30. Foi o tempo de tomar um café delicioso e bater umas fotos. O atendimento foi excelente.

Um opção interessante para fazer antes do city tour é  uma visita ao museu Torres Garcia que fica na Peatonal Sarandi (você passará por lá no city tour). Ele é um artista uruguaio famoso pelo desenho do mapa mundi com a América Latina no topo. O museo é pequeno, mas a visita vale a pena. Ao lado do museu tem a livraria “Mas puro verso”, com uma arquitetura maravilhosa, e um café aconchegante.

Um programa imperdível em Montevideo é conhecer o estádio Centenário, no entanto, na semana em que estvamos lá estavam organizando o show dos Rolling Stones, e não conseguimos visitá-lo. Esta será uma das desculpas para retornar a cidade! ;)

Domingo em Montevideo é regra ir a feira Tristan Narvaja, em todos os sites tem esta dica. No entanto, vá avisado, para não se decepcionar, trata-se de uma feira enorme (surreal), com alimentos, roupas de segunda mão, e um mercado de pulga. Para quem gosta é um prato cheio, para quem não faz questão, como nós,  não vale a pena o deslocamento. A maioria dos estabelecimentos fecha aos domingos, portanto, é interessante checar antes se o restaurante que você planejou almoçar ou jantar estará aberto.

Aproveitamos o domingo para fazer um programa típico dos habitantes da cidade: contemplar o pôr do sol. Foi um dos momentos mais bonitos. Subimos no Farol de Punta Carreras (ingresso custa 25 pesos por pessoa), com um pôr do sol divino e maravilhoso. Os habitantes da cidade e arredores chegam de carro, acomodam suas cadeiras de praia, comidinhas e o famoso matte, e apreciam o belo poente do sol.

Cabo Polonio – 2 dias

Após três dias em Montevideo partimos rumo a Cabo Polonio. Pegamos um ônibus de linha até a rodoviária Tres Cruces e lá compramos a passagem. Há poucos horários de ônibus para Cabo Polonio, portanto, vale a pena conferir no site da rodoviária para não perder a viagem.  O ônibus é super confortável, tem ar condicionado e wifi. A viagem dura entre 3 horas e meia e 4 horas (depende da rota que se toma).

Cabo Polonio é uma reserva natural e por isso a entrada de carros é restrita. Tanto para quem for de ônibus quanto de carro, é necessário, quando se chega, comprar a passagem de um caminhãozinho 4×4 para chegar na vila dos moradores. O trajeto dura cerca de meia hora, e a paisagem é maravilhosa. Passa-se por toda aquela vegetação, para finalizar na praia, entrada do vilarejo.

                       Galera chegando em Cabo Polonio.

Cabo Polonio.

As opções de hospedagem lá são bem simples, e sempre com preços salgados. Ficamos no “Lo de Elisa”, uma casinha super aconchegante, um pouco afastada do centrinho. Uma vez neste lugar maravilhoso, você pode descansar nas praias, fazer uma visita ao farol, observar os leões marinhos (há uma colônia deles na região), ou então, caminhar pelas extensas praias, e visualizar as dunas. Sou uma apaixonada por milho, e para minha surpresa, vendiam milho na praia, assim como o fazem em algumas praias do Brasil. E pasmem, foi um dos melhores milhos que comi na vida, suculento e saboroso. Só de escrever dá água na boca.

Outras opções de hospedagem: Cabo Polonio Hostel (diárias em torno de USD 100 em quarto duplo), El Fortín Del Rubio e Posada Mariemar (diárias em torno de USD 160).

Dica importante: levem lanterna, para que possam caminhar até a vila à noite, pois não há energia elétrica de rua, aliás, não há ruas bem definidas em cabo polônio, na realidade o vilarejo está todo entremeado de trilhas de areia que formam as ruas da vila.

Como se trata de um cabo, é uma região com muito vento e  não se sente o sol queimar. Por isso, muita atenção com o protetor solar durante todo o dia. À noite a temperatura cai e o vento continua no  vilarejo, portanto, mesmo em alto verão, leve um casaquinho porque será muito útil.

Cabo Polonio!!!

Como já dissemos, em Cabo Polonio a maioria dos  estabelecimentos é bem simples, sendo assim,  quase nenhum estabelecimento aceita cartão de crédito. Leve dinheiro em moeda local  para cobrir todas as suas despesas (hospedagem, transporte, e comida).

No centrinho de Cabo (onde há maior concentração de casinhas, restaurantes, hostels e pousadas) há diversas opções de lugares para comer e beber.  Por indicação  de um conhecido, acabamos optando por um restaurante chamado Lo de Dani. O proprietário é um rapaz que nasceu em Cabo Polonio. Durante o jantar (que estava uma delícia) conversamos com ele e ficamos sabendo  um pouco da história do Cabo e do processo de transformação que ocorre na região durante o ano. Dani nos contou que no inverno o vilarejo fica praticamente inabitado e a maioria dos hostels e restaurantes fecham. Por conta disso tudo, inverno não é um bom momento para aparecer por lá.

Um programa imperdível é o Farol. Não deixe de subir nele para observar a vila e a natureza que se encontra ao redor. O farol permite uma vista de 360 graus e você não vai se arrepender por ter subido os muitos degraus estreitos. Custa 25 pesos por pessoa e fica aberto até as 19 hrs.

Colonia del Sacramento – 1 dia (dormindo em Montevideo)

Depois de  dois dias maravilhosos neste lugar com muito descanso e contato com a natureza, nosso próximo destino foi Colonia del Sacramento. Você pode optar por fazer todo o trajeto (Cabo para Colônia) em um mesmo dia, mas nós achamos que ficaria muito cansativo. Por isso, voltamos para Montevideo, dormimos em um hostel perto da rodoviária e no dia seguinte, pegamos outro ônibus para passar o dia em Colonia del Sacramento.

Colônia é incrível! A cidade é uma graça, e vale a pena dormir uma noite lá. A arquitetura é majoritariamente portuguesa, com algumas casas espanholas. Não gostamos muito do clima dos restaurantes que se localizam no centro de Colônia, onde almoçamos, e procuramos um lugar mais aconchegante para jantar. Encontramos o Churana, que fica na orla de Colonia (Misiones de los Tapes 41, Col Del Sacramento), com uma vista e comida maravilhosa. Estávamos cansados de comer churrasco, e optamos por pratos mais leves, um steak tartar de atum e um nhoque ao pesto. Antes do jantar, porém, passamos pela cervejaria artesanal Barbot (Washington Barbot 160, Colonia del Sacramento).

As ruas fofas de Colonia.

Restaurante Churana, recomendado pela Lais!

Algumas opções de hospedagem: Le Vrero Boutique Hotel, Hotel Rivera e Remus-Art Hostel (diárias em torno de USD 70 em quarto duplo), La Posadita de la Plaza e Boutique Las Terzaras (diárias em torno de USD 100), Radisson Hotel e Casino (diárias em torno de USD 135).

Leve pesos uruguaios para lá também, pois, apesar dos lugares mais turísticos trocarem reais por uma cotação razoável, são poucos os estabelecimentos que aceitam cartão de crédito.

Tudo isso, e ainda é logo aqui do lado!!!!!!

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