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Como visitar o Monte Fuji – Lago Kawaguchiko e Muita Natureza

Como visitar o Monte Fuji foi a primeira coisa que pesquisei quando eu decidi incluir o Japão no roteiro da nossa Grande Viagem. Tinha a certeza de que eu e o Ga deveríamos visitar o Monte Fuji, afinal amamos montanhas e queríamos subir até o topo!

Encontrei algumas opções de roteiro para o Monte Fuji, mas a maioria deles era apenas de um bate e volta de Tóquio para Hakone, por exemplo, e nos agrada mais fazer as coisas com tempo, dormindo no local, aproveitando com calma. Por isso optamos pela região dos cinco lados do Monte Fuji, uma região de pura natureza, e fomos parar em Kawaguchiko, como conto abaixo.

Post atualizado em outubro/2018.

Veja aqui o que fazer e onde ficar em Osaka.

Como visitar o Monte Fuji: as vistas do Fuji da orla do lago Kawaguchiko são incríveis! Esse é, sem dúvida, o mais legal dos cinco lagos do Monte Fuji.

Como subir o Monte Fuji

O Monte Fuji só fica aberto para subida ao topo entre junho e setembro, quando o clima é mais ameno e não há tanto risco de pegar temperaturas muito baixas e neve. Como eu chegaria lá no fim de outubro, não daria mais para subir. Até encontrei um pessoal que supostamente organiza subidas fora de temporada (com a devida comunicação à prefeitura, tudo certinho), o Fujiyama Guides, mas os guias estavam no Canadá.

Se você quiser, se programe para essas datas. Falei com algumas pessoas que subiram e todas disseram que é razoavelmente fácil, que é essencial ter roupas apropriadas para temperaturas negativas (mesmo no verão) e que você deve estar preparado para talvez não ter aquele momento de paz no topo de uma das montanhas mais marcantes do mundo, afinal, todo mundo quer chegar ao topo! Veja dois relatos completos aqui: no Me Leva de Leve e no Fora da Zona de Conforto.

Decidientão procurar um lugar onde pudéssemos viver o Monte Fuji de alguma forma mais conectada à natureza. Não queria apenas procurar um viewpoint e, talvez, se tudo desse certo, voltar com uma foto. Fomos para o Lago Kawaguchiko, na região dos cinco lagos de Fuji e foi ma-ra-vi-lho-so.

Veja aqui onde comer e beber em Osaka.

O Fujisan é assim: lindo! Como visitar o Monte Fuji: as vistas do Fuji da orla do lago Kawaguchiko são incríveis! Esse é, sem dúvida, o mais legal dos cinco lagos do Monte Fuji.

Como Chegar aos Cinco Lagos do Monte Fuji

Descobri os 5 lagos que circundam o Monte Fuji: Kawaguchiko, Saiko, Yamanakako, Shojiko and Motosuko, todos lindos e cheios de lugares maravilhosos, bons hotéis e vistas estonteantes do Fujisan. Optei por ficar em um deles, o Lago Kawaguchiko, que acabou sendo a nossa primeira parada no Japão.

A viagem de Tóquio até o lago foi muito fácil, embora seja bem cansativa: com o JR Pass pegamos o Monorail no aeroporto até  Hamamatsuchõ, onde fizemos uma baldeação para a Yamanote Line, do metrô. De lá, fomos até a estação Shinjuku, onde fizemos uma baldeação para a Chuõ Line (laranja – 11) até a estação Õtsuki. Chegando em Õtsuki, pegamos um trem local para a Kawaguchiko Station. Esse último trem não é da linha JR e, portanto, pagamos por ele (USD 11).

Com esse rolê todo, demoramos 4hs para chegar à estação Kawaguchiko! Mortos de fome, diante de um dia frio, totalmente nublado, ameaçando chover e já cansados de carregar os mochilões, entramos no primeiro restaurante que encontramos, bem em frente à estação, que foi uma das melhores refeições que comemos, conto abaixo!

Monte Fuji visto de um canto remoto do Lago Kawaguchiko. Não tenha dúvidas sobre como visitar o Monte Fuji, é em um dos cinco lados do Fuji!

Pensei muito sobre essa ideia de ir direto para lá depois de um vôo de 28hs, mas montar um roteiro pelo Japão gira em torno da limitação de dias do JR Pass, já que os dias do passe começam a contar no dia que você inicia a utilização e são corridos independentemente de você utilizá-lo ou não. É imprescindível calcular bem como você vai viajar pelo país (afinal, não é barato e ninguém está rasgando dinheiro por ai). No fim de muitas contas, achei que valeu a pena ir direto, pois chegamos de manhã em Tóquio e conseguimos descansar o resto do dia, conhecer um pouco e ainda aproveitar bem o dia seguinte.

A chegada ao Japão foi bem menos impactante do que imaginei que seria. Passar pela imigração, trocar o passe do JR Pass e pegar o monorail já com as instruções de como chegar à Kawaguchiko Station foi muito tranquilo, não se preocupe! Mas se você já estiver em Tóquio, é só seguir as instruções acima a partir do metrô mais próximo de você.

Se você estiver vindo de  Kyoto ou for seguir de Kawaguchiko para Kyoto e quiser ir de trem para aproveitar o JR Pass vai ter que retornar um pouco em direção à Tóquio até Yokohama e vai gastar 1h30 a mais e fazer 3 baldeações.

Eu segui de lá ara Kyoto e optei pela sugestão dos locais para pegarmos um ônibus até Mishima e de lá o trem para Kyoto. Esse ônibus custava USD 20 por pessoa, mas como tinha que pegar o trecho do trem local por USD 10, voltar sentido Tokyo (contrário à Kyoto) até Yokohama para somente lá pegar o trem rumo a Kyoto, achei um excelente custo benefício é o que sugiro que você faça, pegue o ônibus.

Outra opção, caso prefira viajar mais confortavelmente e sem preocupações, é fazer um passeio bate-e-volta de Tóquio para Kawaguchiko, como esse aqui.

Veja aqui onde ficar e o que fazer em Hiroshima.

Como visitar o Monte Fuji: as vistas do Fuji da orla do lago Kawaguchiko são incríveis! Especialmente quando está tudo florido e com sol.

Como visitar o Monte Fuji: Onde ficar

Guesthouse Minori-an – Hospedagem para levar no coração

Escolhi a Guesthouse Minori-an, uma hospedagem que fica na área do lago oposta ao centrinho da cidade e foi escolhida justamente por ficar num dos pontos mais bonitos e por ser uma casa japonesa de verdade. Para chegar até lá é preciso pegar um ônibus regular (por USD 6 válido pelo dia) ou o sightseen bus (por USD 12 válido por 2 dias). Fui de sightseen e a parada era a última.

Foi legal porque pelo trajeto já fui conhecendo o lago e descobrindo bairros, atrações, o lado balneário (existe um trecho bem pop que imagino que fique lotado no verão), o lado mais inabitado e finalmente chegamos ao Oishi Park, nossa parada. Depois de uma caminhada de 3 minutos, chegamos à Minori-an Guesthouse, da fofíssima Miki.

Confesso que tinha uma certa dúvida se tinha feito boas escolhas, tanto de ir para Kawagushiko (ao invés de Hakone, o destino mais comum para quem quer visitar o Monte Fuji) quanto de ficar lá no cantão do lago, mas como valeu a pena!

O quarto era em estilo japonês com tatame, futon, mesinha no chão e janelas lindas de madeira, com portas de papel de arroz. Era super grande e extremamente confortável. Lindo, típico e gostoso: perfeito para a nossa primeira parada, ainda nervosos em sair para uma aventura de mais de um ano na estrada!

Como visitar o Monte Fuji: quarto imenso e típico japonês! Foto: Guesthouse Minori-an no Booking.

Como visitar o Monte Fuji: mesinha com cobertor que aquece! Tem que tomar um chá pelo menos! Foto: Guesthouse Minori-an no Booking.

A casa, que é onde a própria Miki mora na maior parte do tempo, fica numa vizinhança bem típica do interior e foi muito gostoso ver como as pessoas por ali vivem. Se olhávamos pela janela víamos os vizinhos passeando com os cachorros, cuidando de suas hortas, secando suas roupas. Sem falar na vista para o Fuji da janela do nosso quarto e para as lindas montanhas atrás do nosso pequeno bairro. Foi bem mais legal do que ficar num resort ou na região mais turística da cidade a ponto de eu já me imaginar morando ali também! Me senti em casa.

Como se não fosse o bastante, a Miki foi a pessoa mais doce possível! Certamente ela já tem aquela personalidade acolhedora, educada e simpática, mas como por um erro de planejamento chegamos 1 dia depois do previsto, ela ficou com um pouco de pena de nós e se desdobrou em esforços para nos ajudar a aproveitar ao máximo o tempo que nos restou. Até nos serviu um jantar!!! Jantar este descrito por ela como “uma simples refeição japonesa”, mas que foi mais que maravilhoso, de comer com os olhos e com a boca.!

Nunca comi um tofu tão bom. Na verdade acho que nunca comi um tofu bom até aquele dia. Aliás, acho que nunca comi tofu, porque o que ela serviu não parecia com nada que já comi até então. Esse tofu aqui derretia na boca, servido fervendo num molhinho de misso delicioso. (depois descobri que era um sesame tofu e viciei! Pedia em todo lugar, com medo de nunca encontrar fora do Japão).

A Guesthouse Minori-an e sua vizinhança de montanhas e pessoas tranquilas! Como visitar o Monte Fuji.

Varandinha de onde a Miki fica vendo a dança das nuvens em torno do Monte Fuji. Como visitar o Monte Fuji.

Ela foi muito gentil em nos servir o jantar, que não está incluso na diária, porque o dia estava pavoroso e não há muitas opções ali bem perto da Guesthouse. Teríamos que andar um pouco ou pegar o ônibus e descer uns 2 pontos depois. Era perto, mas depois de uma longa viagem ficar ali no quentinho comendo comida caseira foi o céu!

A Miki também alimenta esse blog com informações sobre a Guesthouse e sobre Kawaguchiko, dá uma olhada porque é super útil! Ela fecha a Guesthouse durante o inverno, porque tem pouca procura, portanto se você clicar no link e não aparecer, é por conta disso. Mas no resto do ano ela está lá!

Eu recomendo muito essa Guesthouse, que é incrível, mas se você quiser ficar em algum lugar mais agitado, pode escolher algum hotel que fique na altura das paradas 12 a 15 do sightseen bus. Algumas opções de hospedagem em Kawaguchiko são: Koryu, Kozantei, Asafuji, todos um pouco caros, mas certamente maravilhosos. Na altura da ponte também ficam concentrados vários hotéis como o  Fuji-q Highland Resort e o Konanso, um dos muitos onsens da região, onde você pode se hospedar ou apenas passar o dia.

Meu amigo Guilherme Matos esteve lá e ficou no Fuji-q Highland Resort e adorou. Fica dentro do Higland Park, um parque de diversões colado no Monte Fuji e que conto mais abaixo. De acordo com o Gui, o resort tem tudo do bom e do melhor, amenities da Bvlgari, onsen e tudo o mais que se tem direito! A única coisa que ele achou que não era tão fantástico é o restaurante.

Veja aqui como dormir em um templo no Monte Koya, um dos lugares mais sagrados do Japão.

Como visitar o Monte Fuji. Dia da chegada: frio, chuva, nuvens por todo lado…

Já no nosso refúgio a Miki nos disse que alguns hóspedes mal veem a cidade, ficam lá curtindo o quarto. Achei que fazia sentido e não só pelo aconchego.

Quando chegamos o dia estava tão medonho que nem mesmo sabíamos em que direção estava o Monte Fuji, não dava para ver nada. Para não dormirmos à tarde e tentarmos já acostumar ao fuso, decidimos fazer uma caminhada mesmo com chuva. Era possível reconhecer que o lugar era lindo, mas estava tudo cinza, frio e úmido. Voltamos para o quarto com os ossos gelados e precisamos ligar todos os aquecedores do quarto, até o do cobertor da mesinha (coisas do Japão, juro!).

Parecia que nosso pouco tempo ali seria como o de alguns outros hóspedes: curtir o quarto, pois embora a previsão do tempo dissesse que o dia seguinte seria de puro sol, era difícil acreditar.

Sabendo que o Monte Fuji costuma dar o ar da graça somente em umas poucas horas do dia, normalmente pela manhã, me preparei para acordar com o nascer do sol. Às 5hs eu e o Ga já estámos na nossa janelinha, vendo apenas um pedaço do Fujisan que ainda não tinha sido engolido por uma nuvem cinza gigante. Parecia uma neblina, mas cinza escura e à perder de vista. O dia seria mesmo sem Monte Fuji, sem sol, com chuva e com cinza para todo lado….

Voltamos à dormir e não é que às 8hs sou acordada por um sol queimando meu rosto e me dizendo que ele não estava ali para brincadeiras! Do nada, todas as nuvens sumiram. Todas!

Vista maravilhosa da nossa janela! Diga oi, Monte Fuji. Como visitar o Monte Fuji.

Assim que saímos do quarto a Miki veio nos encontrar super feliz pelo dia maravilhoso que estava fazendo. Sério, ela estava quase tão eufórica quanto nós! Nos contou que nos últimos 2 meses não se via um dia tão aberto quanto este e que naquela manhã tinha nevado no cume do Fuji pela primeira vez no ano. É difícil explicar o quanto nos sentimos abençoados! Tínhamos apenas esse dia para curtir esse lugar maravilhoso e fez o dia mais perfeito possível.

Como visitar o Monte Fugi: o que fazer no Lago Kawaguchiko

Com o dia aberto e o Monte Fuji super visível, saí em disparada com o mapa numa mão e a câmera na outra. Primeiro, fui até a plantação de ragsweed, uma plantinha vermelha meio curiosa, que era bem em frente à nossa casa. Como era cedinho, ainda tinha uns poucos gatos pingados por ali (todos se sentindo os fotógrafos mais profissionais do mundo, um inclusive com uma grande formato incrível).

Além da orla onde você pode passear, andar de bicicleta, subir no teleférico ou simplesmente sentar e apreciar, no lago você pode praticar vários esportes ou fazer um passeio de barco. A cidade tem museus (Music Forest, Museum of Art, Gem Museum…) lojas, restaurantes e nas proximidades tem o Higland Park, uma vila típica e a Chirota Pagoda. Duro é decidir o que fazer!

Como visitar o Monte Fuji. Plantação de rasgweed à beira do Monte Fuji!

Eu refiz a caminhada do dia anterior pela orla do lago. Tudo tão vivo, as flores brilhando, os patos cantando, agora tudo o que era apenas uma promessa na chuva estava na mais pura beleza.

Visitei o Kawagushi Asama Shrine, um templo local um pouco fora do circuito turístico por recomendação da Miki – que disse que era muito simples e pequeno comparado, principalmente, ao que veria em Kyoto – mas que achei uma graça. Simples e verdadeiro, como gosto das coisas mesmo. Um santuário xintoísta de reconhecimento às fontes da natureza e de reverência ao Fujisan. Assim mesmo, Monte Fuji como um Deus. Aproveitei e agradeci pelo #perfectday que estávamos tendo.

Depois almocei no outro Hotô Fotô, o da rua do templo (abaixo a dica desse restaurante ma-ra). Aqui o cardápio era ainda mais enxuto e direto – pede seu ramen de legumes e ponto final. Quase não se via turistas. Igualmente gostoso e mais uma vez me fazendo sentir que fazia parte daquele lugar.

Caminhada pela Orla do Lago Kawaguchiko.

Por fim, peguei novamente o sightseen bus e passeei por todo o entorno do Lago Kawaguchiko e pelo Lago Oiko. Gente, cada curva e você pensa que delícia que deve ser morar ali ou pelo menos passar uma temporada tranquila. Além dos lagos serem ótimos para todo tipo de coisas na água (vela, caiaque, pedalinho, etc…) as montanhas tem trilhas que eu gostaria de ter feito e vários pontos com vistas maravilhosas para ficar lá sentado e pensando na vida ou, como gosta de fazer a Miki da sua varanda, para observar as nuvens, “porque o Fuji é sempre o mesmo, mas cada dia ele é abraçado por nuvens diferentes que fazem com que nenhum dia tenha uma vista igual à dos outros”.

Terminei o dia na vila Nemba, uma vila ancestral no meio das montanhas. Foi legal imaginar como as pessoas resolveram viver ali, naquele lugar tão lindo, mas também tão afastados, e ver como eram feitas as casas, que tem um telhado em forma de capacete de samurai. Sem falar no Fuji, que continuava ali de olho na gente.

Mas a vila é bem turística, é preciso pagar para entrar (USD 3,5) e quase todas as casas hoje são lojinhas, mas com coisas bacanas: artesanato, incensos, noodles, chás. Dá para levar uma lembrancinha bacana.

Fanília à caráter para tirar fotos no cartão postal do Japão.

Casas da Vila Nemba com o Fujian de olho!

Casas e caminhos da Vila Nemba. Como visitar o Monte Fuji.

Ali bem perto fica o Highland Park, um parque de montanhas russas de frente pro Fuji. Como tenho tipo zero interesse nessas coisas, não fui mas para quem gosta acho que pode ser um passeio bem legal. O Gui, que ficou no resort do parque, gostou. De acordo com ele, é um parque pequenininho, do tamanho de uma área de um parque da Disney. Porém, para fãs de montanha-russa vale a pena ir. Lá ficam 2 montanhas-russas com certificado do Guinness Book: a mais ingrime (121º na decida) e uma das mais rápidas. Porém, é um passeio de meio dia, no máximo.

Também é possível fazer um passeio de barco pelo lago, mas achei bem pega-turista e há vários museus, que não visitamos.

Para mim o grande lance é caminhar ou andar de bike (inclusas na diária da Guesthouse) pelo lago, se der subir no Rope Away (uma espécie de teleférico), fazer uma trilha ou andar de caiaque, coisas normais, baratas e muito gostosas.

Uma coisa que eu gostaria de ter feito, mas não deu, é visitar a Chureito Pagoda, que dizem que é linda e ainda tem uma vista muito fotográfica do Monte Fuji. Na verdade ela fica 2 estações antes de Kawaguchiko, mas é fácil de ir numa manhã. Como perdi um dia, decidi que vai ficar para a próxima.

O Gui foi e ficou me matando de inveja com essa foto abaixo. Pode uma coisa tão linda?!!!

Como visitar o Monte Fuji: suba até a Chureito Pagoda e aproveite essa vista incrível! Foto: Guilherme Matos.

Como visitar o Monte Fuji: suba a Chureito Pagoda e tenha uma vista linda! Foto: Guilherme Matos.

De acordo com as instruções do Gui, para chegar na Pagoda é preciso ir até o Arakurayama Sengen Park, que por sua vez fica um pouco afastado do centro da cidade (considerando a estação de trem Kawaguchiko, que é o provável ponto de chagada vindo de Tóquio). São cerca de 4km de distância, porém a cidade é charmosa, tranquila e plana. O que deixa a caminhada muito agradável. O Gui foi de táxi do hotel dele e voltou a pé. Pagou cerca de 1300 ienes no táxi.

Chegando na entrada do parque terá uma escadaria imensa, cerca de uns 20 minutos de degraus até chegar no mirante ao onde se pode ver o pagoda e a vista do Monte Fuji. Cansa um pouquinho, mas vale a pena!

Subida para a Chureito Pagoda, nos arredores do Monte Fuji. Foto: Guilherme Matos.

Nós estivemos lá no Lago Kawaguchiko no outono e embora tivesse um grande fluxo de visitantes, principalmente japoneses, não estava lotado como imagino que deve ficar no verão. No inverno deve ser meio morto, porque segundo a Miki, faz muito frio.

Como visitar o Monte Fuji: o melhor restaurante do Lago Kawaguchiko

O Hotô Fotô ou Hotou Fotou (não sei bem qual a diferença, mas vi escrito das 2 formas) é um restaurante de um prato só: ramen, noodle ou sopa de legumes com macarrão, como você preferir. O Udon, o macarrão que é usado na sopa, é caseiro e isso faz muita diferença!

Tem umas 3 opções (nesse da estação), mas vai como todo mundo e pede o de legumes, que é a especialidade da casa. Vem numa panelinha fumegando e cai como um abraço por dentro. Custa mais ou menos USD 10 e é super rápido. Eu e o Gabri dividimos e ficamos satisfeitos, mas a maioria das pessoas come um sozinho. Além disso, o restaurante é bonitinho, com uma cara bem japonesa.

Próximo da estação esse é, sem dúvida, a melhor opção para comer. Outros restaurantes melhorzinhos você só vai encontrar próximos das paradas 12 a 15 e 17 a 19, mas o Hotô Fotô é uma unanimidade local e visitar o Monte Fuji sem passar por ele é um sacrilégio.

Udon maravilhoso do Hotô Foto! Como visitar o Monte Fuji.

Arrisco dizer que Kawagushiko foi o lugar que mais gostei no Japão. Pelo menos um que eu adoraria voltar e curtir com calma. Mas confesso que em viagens a ordem dos produtos altera o resultado. Como foi nossa primeira parada, numa Guesthouse maravilhosa e ainda fez aquele dia lindo que nos deixou ver o Fuji o dia inteirinho, a impressão foi a melhor possível. Talvez se fosse mais para o fim da viagem, eu não sentisse tanto amor. Não sei.

De qualquer forma, não tenho medo de dizer que vale a viagem. Se você não quer deixar de visitar o Monte Fuji, mas prefere só fazer o famoso bate-volta de Tokyo para Hakone, vá sem medo, acho que vai ser legal também! Veja aqui o relato da Lulu do Let’s Fly Away sobre a viagem dela ao Monte Fuji por Hakone.

Por fim, se preferir Hakone, mas quiser uma experiência mais bacana, pode experimentar um Ryokan, um hotel típico japonês. Minhas amigas Erika e Renata estiveram no Nanpuso e recomendaram de coração.

Boa Viagem!

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Como visitar o Monte Fuji: onde ficar, os cinco lagos do Fuji, onde comer no Lago Kawaguchiko, o que fazer, como visitar a Chiroite Pagoda.

 

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