Cunha – Onde ficar

Sempre fico chateada quando percebo que estive muito perto de uma coisa muito legal e não conheci por pura ignorância. Ouvi falar em Cunha inúmeras vezes e achava que era um lugar meio longínquo e inóspito. Qual minha surpresa ao perceber que morei ali pertinho por tanto tempo e nunca estive lá!

Enfim, depois de tanto tempo perdido, resolvi pegar um feriadão para conhecer a cidade e a pesquisa de hospedagem foi uma verdadeira Odisséia!

Expressinha Cunha 2

As Hortências estão por todo lado em Cunha!

Expressinha Cunha 3

E são um símbolo da cidade.

 

O que você precisa saber antes de fazer sua escolha é que a cidade é minúscula e tem poucas pousadas centrais. Todo o resto fica mais para o meio do mato e você vai rodar horrores para lá e para cá.

A pergunta que não quer calar: vale a pena pegar a estrada Cunha-Parati? Sinceramente? Só se você tiver um 4×4 e gostar de fortes emoções. A estrada é bem perigosa, com trechos super estreitos, íngremes, com curvas fechadíssimas e, se tiver chovido, muito escorregadios! (PS, sei que a estrada foi reformada, mas ainda não voltei para atualizar a informação.)

Expressinha Cunha 18

Fim de tarde delícia em Cunha

Voltando ao assunto, tente ver aonde vai querer ir e procure ficar mais próximo. Isso facilitará imensamente a sua vida. Ah, e não, não dá para ir sem carro.

A Pousada Berro D’Água, por exemplo, fica no caminho do Parque Estadual e, de certa forma, no caminho da Pedra da Macela. Ficamos lá e os detalhes estão abaixo. Ao mesmo tempo que você precisará andar um pouco depois da cidade, estará mais ou menos no meio do caminho para qualquer lugar, mas bom mesmo é se programar e não ficar andando para frente e para trás toda hora, principalmente para comer.

Os hotéis maiores ficam mais para fora da cidade e algumas pousadas são realmente bem mais afastadas, mas como disse, tudo depende do que quer fazer.

Conseguir uma mapa com todas as atrações da cidade não é das coisas mais fácil, mas não deixe de dar um pulo no centro de informações que fica do lado do Mercado no centro da cidade, ou no Portal de entrada.

mapa_grande

Esse mapa é da CunhaTur: http://www.cunhatur.com.br/conteudo.php?tb=hospedagem

Vou tentar ajudar um pouquinho. A cidade é mais ou menos dividida em “eixos”: eixo Guará-Cunha, eixo Urbano, eixo Cunha-Campos Novos, eixo Monjolo e eixo Cunha-Paraty. São direções, porque na verdade cada eixo tem ruas, estradas de terra e afins.

Você provavelmente virá pela Dutra e entrará na estrada Guaratinguetá-Cunha. Esse é o primeiro “eixo” da cidade, que tem cerca de 47 km. É nele que estão o Hotel São Francisco, a Agropecuária Nativa e o Café Capril, se você se interessa por delícias fresquinhas, e os restaurantes Toca do Peixe e dO Gnomo, do qual falo depois. Esse eixo, na minha modestíssima opinião, é o que fica mais afastado das atrações da cidade, embora esteja próximo do centro.

No eixo urbano estão as Pousadas Cheiro da Terra, a Pousada Recanto dos PássarosCaminho das Artes e o Espaço Flor das Águas (todas com diárias em torno de R$ 250,00), vários restaurantes como o Drão, o Observatori, o Quebra Cangalha, a doceria da Cidinha e o Emporium Sobral e muitos ateliês de cerâmica como o Suenaga e Jardineiro, todos da Rua Alcides Barreta: Carvalho, Gaia, Grouze, Casa do Oleiro, além da Casa do Artesão, do Lei e Augusto (meu preferido de toooodos), entre outros.

Expressinha Cunha 26

Vale uma voltinha no Mercado Municpal

No eixo Cunha- Campos Novos fica a Pousada dos Girassóis (Diária em torno de R$250,00), e as cachoeiras do Mato Dentro, da Canhamborra e do Paraitinga, todas a cerca de 30km do centro de Cunha.

No eixo Monjolo ficam o Celeiro do Guto e a linda pousada Quinta da Serra, além de ser uma parte da Estrada Real onde ficam as cachoeiras do Desterro e do Pimenta. Sugiro muito que para pegar essa estrada você entre pelo portal e siga a indicação Campos Novos/Monjolo, mesmo para ir para as cachoeiras. Também é possível chegar pela estrada Cunha-Parati, mas é mais longe e mais difícil.

No eixo Cunha-Parati ficam os lugares que acho mais interessantes. Além da Pousada Berro D’Água, que fica na estrada de Paraíbuna que leva ao Parque Estadual da Serra do Mar, à Cachoeira do Faé e do Jericó, ao Delícias da Roça (onde também tem hospedagem) e ao Vivenda das Meninas, também ficam por ali as Pousadas: da Oma, Flor das Águas, dos Anjos, Candeias (Diárias em torno de R$ 300,00) Barra do Bié (Diárias em torno de R$ 500,00) entre outras, a Cervejaria Wolkenburg, a cachoeira do Campo Limpo, a Pedra da Macela, a Taberna Coração da Terra, os ateliês do Antigo Matadouro, da Flavia Santoro e da Sandra Quirino.

Acho que com isso você já consegue ter algumas idéias para planejar.

Na minha pesquisa vi o Hotel São Francisco (Diárias em torno de R$ 500,00) que tem várias quadras, piscinas, saunas, cavalos e todo o conforto para uma família, mas eu sinceramente não tinha a intenção de ficar lá só relaxando e achei que não precisava de tanto.

A Fazenda Uemura tem estilo japonês de verdade, com direito a caminha no chão e tudo o mais. Pode ser uma experiência, mas é para aqueles que se dispõem.

Fiquei interessadíssima na pousada Cheiro da Terra, (Diárias em torno de R$ 300,00) que tem aulas de cerâmica incluídas na diária, mas depois de inúmeras tentativas sem sucesso de contato via e-mail e telefone, não havia mais vagas e ficou para outra ocasião.

Várias outras pousadas seguem os preços da Cheiro da Terra e, umas mais outras menos, também o estilo, como a Candeias e a Shambala e a Barra do BiéAlgumas ficam muito afastadas, outras não tinham café e depois de tanta indecisão, as vagas foram acabando, embora todas valham a pena.

Acabei encontrando a Berro D’Água, simples, mas com um preço mais camarada.

Expressinha Cunha 25

Os chalezinhos da Pousada Berro D’Água

Dona Rose e Seu Reinaldo, simpaticíssimos, daquelas pessoas que basta um aceno para abrir um sorriso e começar a contar a vida. A pousada não tem frescura, mas os chalés são equipados com tudo que você precisa: lareira para o frio, TV pequena para não cair na tentação de ficar enfurnado, bom banheiro com chuveirão à gás, roupa de cama cheirosa.

Por fora ainda tem uma bonita cachoeira no terreno, flores cuidadas com carinho, centenas de amoreiras e muita história. A família do Seu Reinaldo vive lá desde sempre e ele próprio saiu de lá e voltou já depois de ter filhos para dar para eles uma vida mais saudável e feliz. Ele pode te contar como viu a cidade crescer e mudar, como eram colocados os mourões antigamente, como as pessoas trocavam comida, como tudo.

Já a D. Rose serve um maravilhoso café da manhã com canjica quentinha, pão feito na hora, linguiça, geleias da casa, bolos e nem lembro mais o quê. Pirei na canjiquinha e quase desci para Parati rolando de tanto comer!

Ela não serve almoço nem jantar, porque afinal “dá uma trabalheira cuidar da casa e da pousada, minha filha!”

Não preciso dizer quão sábios eles são, então sugiro que converse, escute, conte, faz valer mais a sua diária (beijinhos aos dois!).

Para continuar a sua programação, ver o que fazer e lugares para comer, continue aqui: http://expressinha.com/cunha-o-que-fazer-e-onde-comer/

Você pode gostar...

3 Resultados

  1. Mi disse:

    que post super útil! Obrigada pelas informações e iniciativa de compartilhar. :) bj

  2. Bruna Barbosa disse:

    Marcia, que bom que gostaram! Espero que levem mesmo nosso carinho e um grande abraço aos 2! Realmente confundi os nomes e se você me visse agora estaria diante de um pimentão, tamanha a vergonha! Mas já está corrigido! Um grande beijo!

  3. Marcia Fernandes disse:

    Bom Dia!!!

    Que delicia receber tão grande carinho da sua parte. Muito Obrigada pelos elogios!
    A Rose e o Reinaldo Fernandes vão ficar muito contente ao ler seus comentários.
    Quanto ao senhor Valmir, acho que voce confundiu os nomes rsrsrs.

    Mais uma vez obrigada!
    Grande Abraço!

    Marcia Fernandes.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: