Cunha – o que fazer e onde comer

Agora que você já se localizou na cidade e já sabe onde ficar (se ainda não sabe, descubra aqui), o que você vai fazer lá em Cunha?

Pedra da Macela e Cervejaria Wolkenburg

Na parte natureza, recomendo muito, muito que você suba num dia bem aberto e sem nuvens até a Pedra da Macela e curta o visual de tirar o fôlego de Angra e Parati. A subida é de morte. Todo mundo fala que é uma caminhada tranquila de 5km, com declive, mas na boa, é beeeeem cansativo. Dá para qualquer um fazer, mas convém levar uma água e ir de tênis macio e protetor solar. Se possível, de boné e óculos. E ao chegar lá, tente não acabar com o clima dos outros com as suas conversas, tem gente que nem vê a paisagem, vai até lá trocar receitas….

Expressinha Cunha 4

Cervejaria Wolkenburg

Na volta você pode seguir até a Cervejaria Wolkenburg, mas já adianto que é bom checar se eles estão abertos e que alguém DEVE ficar totalmente sóbrio para a volta, porque a estrada é apertada e sinuosa, ou seja, um perigo.

Se preferir, pode parar na Taberna Coração da Terra. O lugar é bem rústico e romântico e a comida é mais elaborada, mas cheia de ingredientes naturais como o shitake cultivado por eles. Ah, eles também servem a cerveja local, talvez não seja necessário subir até lá… Meu único porém fica por conta do preço. Não que não valha a pena, mas se você estiver no modo mais econômico, pode ser melhor escolher outra opção.

Expressinha Cunha 14

A subidinha para a Pedra da Macela!

Expressinha Cunha 5

E a vista chata da Pedra da Macela

Expressinha Cunha 7

Pedra da Macela

Expressinha Cunha 8

A Baía de Angra da Pedra da Macela

Parque da Serra do Mar

Já num outro dia, vá até o Parque da Serra do Mar, delicioso e bem cuidado. O núcleo fica a cerca de 20kms por estrada de terra fácil de seguir e tem guias e um centro de visitantes. De lá é possível sair em 3 trilhas: a do Rio Paraíbuna, facílima, em círculo de cerca de 2km de poços e cachoeiras para um mergulho ou simplesmente sentir a energia; a do Rio Bonito que tem cerca de 8km em Mata e chega numa linda cachoeira; e a das Cachoeira que tem cerca de 14kms e margeia os rios Paraibuna e Ipiranga até chegar às cachoeiras do Ipiranguinha, com 4 quedas. Essas 2 últimas trilhas são feitas com guia e precisam ser agendadas, dê uma ligada no dia anterior porque as turmas saem cedo. Tel: 12 – 3111-1818 ou 3111-2353.

O Parque está aberto diariamente das 8hs às 17hs e não tem restaurante nem lojinha. Sei que parece bizarro esse comentário, mas é apenas para lembrá-lo de levar água, um lanchinho, repelente e filtro solar.

Expressinha Cunha 19

Neblina na manhã da Serra do Mar

Expressinha Cunha 20

Trilha do Rio Paraíbuna – Parque da Serra do Mar

Expressinha Cunha 22

Um cantinho bacana para um piquenique no Parque da Serra do Mar

Cachoeiras

Por fim, você pode seguir para umas das várias cachoeiras. Vou contar sobre as que visitei: a do Pimenta e a do Desterro. As 2 estão na mesa estrada e apanhamos horrores para encontrar a entrada para a Cachoeira do Pimenta, mas vale a pena. A Cachoeira tem “níveis” e mesmo com gente dá para encontrar um cantinho para ficar tranquilo. Já a do Desterro é mais fácil de chegar e perigosamente mais perto da cidade, o que torna bem maior a possibilidade de ficar meio lotada, mas é bem bacana também.

As cachoeiras lá de Campos Novos ficaram para a próxima, mas com certeza merecem a visita!

PS: Para saber sobre o Lavandário e outras dicas bacanas, veja aqui no Por Onde Andamos, da linda Fernanda Del Giudice!

Arte e Cerâmica

Já se você gostar de arte e cerâmica, pode fazer um tour pelos inúmeros ateliês da cidade. Todos são legais, mas a “cerâmica de raiz”, da técnica mais primitiva das paneleiras, praticamente morreu, só há uma paneleira viva. Os ateliês utilizam em sua maioria o Noborigama, uma técnica oriental para queima em alta temperatura ou o Raku. Na Gaia (12 – 3111-3126), por exemplo, há vários eventos para observar a abertura do forno raku e é preciso reservar para conseguir participar. Já os noborigamas são abertos com maior espaço de tempo, já que são imensos e demoram meses de trabalho para encher. As aberturas em geral são em abril e outubro, mas dê uma consultada antes para mais informações. Ainda que você não veja uma abertura do forno e nem goste tanto assim de cerâmica, vale a pena fazer uma visita ao Suenaga e Jardineiro para te uma ideia da dimensão do que estamos falando. Lá dá para ver o forno e a quantidade de lenha armazenada para a queima, além das peças maravilhosas.

Expressinha Cunha 16

Uma das principais paneleiras da cidade – Dona Dita

Expressinha Cunha 15

Os impressionantes detalhes

Você pode visitar os ateliês que quiser, são milhares espalhados pela cidade, muitos concentrados na Rua Alcides Barreta, de super fácil acesso na cidade. Recomendo uma passada no Casa do Oleiro, especialmente se você gostar de referências espanholas e mouras. Eles fazem uma cerâmica um pouco diferente da habitual, branca e com uma pintura muito particular. Adoro, acho as peças fantásticas.

A Casa do Artesão também reúne algumas peças e mais artesanato.

Agora o meu preferido é o ateliê do Lei e Augusto. Além de ser lindo e de você ver um pouco dos artesãos trabalhando, as peças são de uma simplicidade encantadora e os preços são mais em conta, uma combinação perfeita! Sem falar na simpatia, que merece uma tarde tranquila.

Lavandário

Infelizmente eu ainda não fui conhecer o lavandário de Cunha, mas não há quem não diga que é lindo de morrer e floresce o ano todo.

Aqui nesse post recentíssimo (jul/2017) a Silvia do Matraqueando trouxe informações fresquinhas e completíssimas sobre a visita (com umas fotos incríveis!).

Festas do Corpus Christi

Se você for no feriado de Corpus Christi (sim, esse post saiu meio atrasado) ainda pode ir ver a montagem dos tapetes. É, os tapetes da procissão, na rua. Sempre adorei isso e lembrei cheia de amor da infância lá em Caçapava quando minha vó me fazia levantar da cama na misteriosíssima madrugada para levar café para o pessoal que trabalhava na montagem. Acho incrível o que eles fazem e lindo ver que essa tradição não morreu.

Expressinha Cunha 27

Preparação do tapete de Corpus Christi

Expressinha Cunha 28

Quase pronto para a festa!

Não fui ver a procissão porque não gosto de ver a galera pisoteando a arte e também porque é sempre meio chatinho, mas se te interessar, a cidade estava na maior festa!

Restôs e outros lugares para comer

Ta, não quer andar no mato, não quer subir pra Macela, não quer ver cerâmica nenhuma, tem o que mais para fazer? Comer. Comer. Comer.

Cunha tem tantos restaurantes que nem dá para conhecer todos, além de ser uma fonte infinita de pinhão. Uma pena, na minha opinião, que a maioria seja mais para “chique” do que para “roça”. Não sei se me animo a sair de São Paulo para comer pratos tão elaborados e, principalmente, caros. Mas pode ser sua praia.

Fomos ao dO Gnomo. Super rústico, super pequeno, super charmoso. Uma graça mesmo e o Sr. Gnomo (um gnomo de verdade) cozinha seu prato na hora, ali no meio de todo mundo. Não é barato e é bom não ter muita pressa, mas a comida é realmente excepcional. Cordeiro e truta de um capricho realmente impressionante e eles utilizam vários ingredientes do pessoal legal, até as amoras da Pousada Berro D’Água, contribuindo para a sustentabilidade local.

Expressinha Cunha 30

Cachoeira do Faé

Expressinha Cunha 31

Cachoeira dos Pimentas

Sobre Taberna Coração da Terra, já falei, pequeno, aconchegante, um pouco caro, um pouco cheio de fru fru para o meu gosto, mas definitivamente gostoso.

Já o Quebra Cangalha, além de ter uma decoração maravilhosa, traz um misto de cozinha simples e sofisticada. Eu poderia ter comido só as entradas: polentinha como a mamãe fazia, simplesmente divina e um mix de cogumelos de lamber a cumbuquinha! Indico muito.

O pessoal da cidade não indica muito o Delícias da Roça porque fica mais afastado e costuma demorar um bocado, mas é perto de quem for ao Parque da Serra do Mar e faz valer cada minuto de espera.

O lugar é bem familiar e faz comida da roça, ou melhor da Roça, com maiúsculas. Lugar que me faz comer carne de porco e lamber os dedos merece respeito. Demora porque a comida é feita na hora e com muito carinho e o preço é tão justo que nem dá vontade de sair de lá. Assim que fica pronto eles servem no fogão à lenha arroz, feijão, couve, farofa, salada e na sua mesa vem a carne. Para aguentar a espera, bata um papo com os donos, tome uma boa cachaça e peça uma porção de mandioca, que é tão perfeita que você nem vai ver o tempo passar. Ah é, e você come à vontade e depois corre para a cama dormir 3 dias!

Expressinha Cunha 17

Ateliê Suenaga e Jardineiro

Não recomendo nem um pouco que você coma no centro da cidade. A comida deixa a desejar, o preço também e demora, viu? Em compensação, se quiser só comer um lanchinho à noite, vá ao Camaleão, lá perto da Igreja Matriz. O hamburguer é caseiro, a batata é sequinha. Delicioso e barato, perfeito para variar um pouco. E aceita cartão, coisa raríssima na cidade!!!!!

Para fechar com chave de ouro, passe na Doceria da Cidinha e compre o maior saco de suspiro que tiver. Durinho por fora, molinho por dentro, simplesmente derrete na boca. Se comprar um saquinho pequeno como eu fiz, vai ter que voltar e comprar outro!

Para dicas de onde ficar: http://expressinha.com/cunha-onde-ficar/

Curtiu o post? Salve no Pinterest e Compartilhe!

Curtiu o post? Salve no Pinterest e Compartilhe!

Você pode gostar...

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: